segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

MEC suspende 3.130 vagas em cursos avaliados em 2013 Comente

O ministro da Educação, José Henrique Paim, informou nesta sexta-feira (19) que 3.130 vagas foram suspensas em cursos superiores avaliados em 2013. A medida foi tomada diante do desempenho insatisfatório no CPC (Conceito Preliminar de Curso), um dos indicadores utilizados pelo MEC (Ministério da Educação) para avaliar o desempenho do ensino superior.
A nota do CPC varia de 1 a 5, sendo 1 e 2 resultados considerados ruins, 3 satisfatório e 4 e 5 bons.
Dos 280 cursos que tiveram notas insatisfatórias, 80 foram reincidentes, segundo Marta Abramo, secretária da Seres (Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior). Desses, 53 já estavam recebendo medidas de supervisão dentro do ciclo 2011-2013. "Ao longo de 2011, 2.400 vagas foram cortadas desses cursos na área da saúde", afirmou Paim.
Com o baixo resultado, as instituições de ensino superior precisam assinar um protocolo de compromisso se comprometendo a sanar as deficiências identificadas. Elas também ficam proibidas de realizar vestibulares e podem ser obrigadas a reduzir o número de vagas nos cursos insatisfatórios, dependendo do caso.
"São cursos que estão mais fragilizados e precisam de uma atenção maior. Esses cursos estão passando por processos de saneamento de deficiências. Durante esse processo reduzimos bastante o número de vagas", explicou Marta. "Esse curso também sofre prejuízo em relação ao Prouni [Programa Universidade para Todos]. Quando são dois resultados insatisfatórios [duas notas consecutivas abaixo de três], ele fica excluído do Prouni."
Na manhã desta sexta, o MEC divulgou a lista com os demais 27 cursos com o desempenho insatisfatório reincidente. Eles estão proibidos de receber novos alunos.

Dos cursos com vestibulares suspensos, seis são de instituições de ensino federais: agronomia na Universidade Federal do Pará; educação física nas Universidades Federais do Acre e de Alagoas; serviço social na Universidade Federal Fluminense; farmácia no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná e zootecnia na Universidade Federal Rural da Amazônia.

Como funciona o CPC

O CPC é calculado no ano seguinte ao Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) e tem como base a avaliação de desempenho de estudantes, formação do corpo docente, infraestrutura e recursos didático-pedagógicos.

IGC e Conceito Enade

O MEC divulgou ontem os resultados gerais do IGC (Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição) e do Conceito Enade, demais indicadores utilizados para acompanhar o desempenho do ensino superior.
O IGC é uma das medidas usadas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) para avaliar cursos de graduação e de pós-graduação em instituições de educação superior públicas e privadas. O Conceito Enade é divulgado anualmente e é realizado por estudantes concluintes.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/12/19/mec-suspende-3130-vagas-em-cursos-avaliados-em-2013.htm

Apresentação pessoal

Slides de apresentação do Nied_Belém.
Atividade realizada no curso de Informática Educativa.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Teatro e altas habilidades têm parceria bem-sucedida no DF


Professora da rede de ensino do Distrito Federal há 25 anos, Isabel Cavalcante trabalha com o teatro em sala de aula desde 1996, quando passou a desenvolver o projeto Integrar–Artes Cênicas e Artes Visuais, em parceria com a professora Rejane Araújo, da área de artes visuais, no Centro de Ensino Fundamental 4, em Planaltina. Em 2005, na mesma instituição, ela passou a trabalhar com alunos de altas habilidades.

“O que mais me encanta, além do talento dos alunos, é o envolvimento”, ressalta. “Todos estão ali porque querem estar e trabalham com uma felicidade contagiante; a participação ativa do aluno e de sua família é marcante e faz toda a diferença.”

A maior satisfação de Isabel é realizar, com os alunos, todos os projetos sonhados. “Ver o quanto isso os deixa felizes, faz bem a eles, melhora a autoestima e os torna seres humanos melhores, mais expressivos, mais confiantes, com mais objetivos na vida, tudo isso é a minha realização e a minha felicidade”, destaca.

Atriz por mais de 20 anos, ela diz não ter mais tempo para atuar, em razão das atividades que desenvolve com o teatro em sala de aula. “De vez em quando, eu me visto com os meus personagens e conto histórias para matar um pouco a saudade”, revela.

Em parceria com a escola, com a comunidade e com as famílias dos alunos, Isabel construiu uma sala na instituição e formou, em 2004, a Cia. de Teatro Língua de Trapo. “Lá, atendo alunos originários de qualquer escola da cidade e de fora”, diz. “Atualmente, atendo 38 alunos de 12 escolas diferentes das zonas urbana e rural de Planaltina e tenho uma lista de espera de 116 estudantes.”

Os alunos são atendidos duas vezes por semana, no horário inverso ao das aulas. “Trabalhamos tudo o que envolve o teatro”, garante. “Fazemos toda a preparação corporal do aluno, liberação de movimentos, expressão corporal, facial, voz; montamos cenas de teatro mudo; trabalhamos com a arte de contar histórias.”

No projeto Integrar–Artes Cênicas e Artes Visuais o aluno passa por todas as etapas que envolvem a atuação, como preparação corporal, liberação de movimentos, expressão corporal, facial e voz (foto: arquivo da Cia. de Teatro Língua de Trapo)Segundo a professora, são montados grandes espetáculos, que exploram todos os elementos do teatro — cenário, figurino, iluminação, sonoplastia, maquiagem. “O aluno é trabalhado em sua totalidade, e isso tem um reflexo extremamente positivo em sua vida familiar, escolar e social”, destaca Isabel, que tem licenciatura plena em artes cênicas pela Faculdade Dulcina de Moraes e pós-graduação na área de inclusão social pela Universidade de Brasília (UnB).

Os espetáculos dirigidos por Isabel Cavalcante chegam, hoje, a vários locais, dentro e fora de Brasília. Em 2012, a Cia. Língua de Trapo abriu a 11ª Edição do Festival de Teatro na Escola da Fundação Athos Bulcão, com o espetáculo O Auto da Compadecida, e foi selecionada pelo programa Mais Cultura–Microprojetos Bacias do São Francisco, com o espetáculo O Caminho das Águas. Em 2013, o grupo foi um dos 15 selecionados no país para o Festival Estudantil de Teatro (Feto), em Belo Horizonte, onde apresentou o espetáculo O Bem-Amado, de Dias Gomes.

Sempre que surge uma oportunidade, Isabel encaminha os alunos para testes. “Já tivemos um aluno selecionado para o filme A Arte de Andar pelas Ruas de Brasília, que participou do Festival de Cinema de Brasília”, afirma. “Já temos três ex-alunos formados em artes cênicas e outros quatro cursando, e já fomos selecionados para alguns festivais e matérias em emissoras de televisão.”

Fátima Schenini

Saiba mais no Jornal do Professor

Palavras-chave: altas habilidades, artes visuais, teatro
Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20979

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Elevar autoestima dos alunos é a base do atendimento no DF

A professora Leila Branco atua há dez anos no atendimento educacional especializado a alunos com altas habilidades–superdotação. O desenvolvimento da autoestima dos estudantes é, para ela, o resultado mais importante. “O aluno com altas habilidades é invisível ou rotulado no contexto escolar, muitas vezes incompreendido”, destaca. “Ele fica feliz ao participar do atendimento e ao encontrar outros alunos que tenham paixão por aprender assuntos incomuns ou motivação intrínseca para realizar projetos.”
       Há 23 anos no magistério público do Distrito Federal, Leila trabalhou como professora de história e de sociologia no ensino médio em escolas das regiões administrativas de Ceilândia, Guará e Taguatinga. Foi também coordenadora pedagógica do ensino médio e do ensino especial. 
     A Secretaria de Educação do Distrito Federal oferece, desde 1975, um serviço educacional a alunos com superdotação. Leila aprovou a metodologia adotada e viu ali a oportunidade desafiadora de trabalhar com alunos de alto potencial. “Fiquei curiosa e fascinada pelo referencial teórico, do educador norte-americano Joseph Renzulli”, recorda.
      No Centro de Ensino Fundamental 1 do Lago Norte, Leila atua na sala de recursos para altas habilidades, que atende estudantes da própria escola e de outras instituições. O trabalho é realizado uma vez por semana, com oito alunos por turno, no período contrário ao das aulas normais. “Tive alunos que escreveram livros de ficção, de até 350 páginas, e de poesia. Outros criaram jogos. Um deles descobriu novo padrão matemático”, revela a professora. “Meu trabalho é de tutoria, e busco suporte e parceria com a Universidade de Brasília (UnB) ou de especialistas quando o trabalho supera as expectativas ou requer um conhecimento de que não disponho.”
    Observação — Segundo Leila, os alunos podem ser indicados por professores, pela família ou procurar, eles mesmos, o atendimento, caso se identifiquem com o perfil de altas habilidades. Em todos os casos, devem passar por um período de observação, no qual vão desenvolver atividades exploratórias de conhecimento, de instrumentalização e de projetos para resolução de problemas vinculados a áreas de interesse, tais como astronomia, botânica, literatura e sustentabilidade.
    De acordo com dados do primeiro semestre deste ano, mais de 1,5 mil estudantes foram atendidos por professores do Núcleo de Altas Habilidades–Superdotação (Naah-s), que atuam em 19 unidades escolares. O atendimento é feito nas diversas coordenações regionais de ensino. “No Distrito Federal, contamos com a participação importantíssima da Associação de Pais, Professores e Amigos dos Alunos com Altas Habilidades–Superdotação (Apahs-DF)”, salienta a representante do Naah-s na Secretaria de Educação, Viviane Calce de Moraes. “Acredito no trabalho de parceria com a Apahs para fortalecer do atendimento e ampliar as conquistas.”
     Viviane explica que o núcleo do Distrito Federal atende 70% dos estudantes da rede pública e 30% da rede particular, da educação infantil até a idade máxima de 18 anos. O atendimento é feito de acordo com a habilidade ou área de interesse do aluno, mas certos temas têm mais destaque em alguns locais. “É o caso de Sobradinho, com a robótica; Planaltina, com as artes cênicas; Gama, com a área acadêmica, e Plano Piloto, com as artes visuais, entre outros”, explica Viviane. Há 16 anos no magistério, ela tem graduação em pedagogia e especialização em psicopedagogia.
 Fátima Schenini
 Saiba mais no Jornal do Professor 

Fonte: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20973

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Fontes: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEisekzpC_Wy8yEEWbSxMqSRGsRhMopUzf41Lmz7VIz9gfkN87VSF4bSKn1bDFjk8L5unihcMXx2RkwFe9HjW-nJEBKF2Hr372cc7HxaUjuqV86MCD7fswk87TUovXjE_rucIC6OAxG-/s1600/A.jpg https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj8EKk-RioPVlfxv8AlYG0ms2S_yW0s5yPjI5cOtdSzJnccP14ul70svhK4kjTlKMTdA_EQsfotWHapVX9FtQPvV1nWyqs4Z7rfi0Lq4hfubhAwoxteKp3RIm0w3HbQ-uAi_dYQR2G8/s1600/charge+violencia.jpg https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjgOVJKP4dAN10gE04VogVJnf2ISz6KIdVaquCc7v6viNSWGosceB0sFky5vADyVQLAov8KfoxWV8GAlt5UOzMTeChYGBE3Luf0XXTQlqw3-cHDuOPMUgWZcNyulF2Zs1HPbb-pms9t/s1600/como-se-concentrar-nos-estudos.jpg http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/174/imagens/i296931.jpg http://presidenteolegariohoje.com.br/wp-content/uploads/2014/10/escola-colegio-sala-de-aula-classe-turma-aluno-estudantes-professor-1326740369165_615x300.jpg http://professordigital.files.wordpress.com/2014/02/celulares-nas-escolas.jpg

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Idiomas sem Fronteiras (IsF)

O IsF foi elaborado com o objetivo de proporcionar oportunidades de acesso, através do programa Ciência sem Fronteiras e de outros programas de mobilidade estudantil, a universidades de países onde a educação superior é conduzida em sua totalidade ou em parte por meio de línguas estrangeiras. Neste sentido, suas ações também atendem a comunidades universitárias brasileiras que passam a receber um número cada vez maior de professores e alunos estrangeiros em seus câmpus. Para atender tal demanda, suas ações incluem a oferta de cursos a distância e cursos presenciais, além da aplicação de testes de proficiência. Desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC) por intermédio da Secretaria de Educação Superior (SESu) em conjunto com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), o programa Idiomas sem Fronteiras (IsF) tem como principal objetivo incentivar o aprendizado de línguas, além de propiciar uma mudança abrangente e estruturante no ensino de idiomas estrangeiros nas universidades do País. Nais informações: http://isf.mec.gov.br/